segunda-feira, 28 de junho de 2010

E se fora meu coração.



Tomado, estilhaçado e rasgado por lobos famintos foi meu coração.
Com sua fome voraz, sem piedade o tomaram de mim.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Castelo Caido

Às profundezas mergulhei, já não enxergo aquela luz que vem lá de cima, mas de baixo vejo pequenos feixes luminosos e estranhos, aposto que não são seres humanos.Tento viver certa poesia em criar um novo mundo, talvez, esse aqui não supra minhas necessidades. Há um peso que esmaga minha coluna e me impulsiona ao chão no mundo real.No mundo que vivo não a dores e nem pecados.As coisas simplesmente acontecem de repente.Os seres do meu mundo nunca te olham como se quisessem lhe atacar ou amenos pensam isto.Todas as noites eu durmo, de olho nas estrelas pedindo algo, olhando e pensando o que pode haver lá, quantos seres novos, quantas leis novas. No mundo real as leis são emitidas o tempo inteiro. Criam até manuais como viver no dia a dia. Com isto limita-se.Um medo vem à tona, o de experimentar coisas novas.Às vezes sinto que o peso do mundo real vem destroçado o meu aos poucos, já não tenho onde me esconder, quase nem onde sonhar.À noite deito sobre as estrelas a imaginar, pois só ali me sinto bem, sobre algo macio que diminui a preção real que o mundo tem sobre minha coluna.Há única a dor.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

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domingo, 6 de junho de 2010

Já Não Sei!

Quando olho aos céus, peço a Deus sempre que me ilumine, que me traga novos ares. E penso que seria melhor, talvez.
O ser humano...
Não sabe realmente respeitar a si próprio, porque haveria de respeitar a outro, ou do mesmo idolatrar.
É ruim gostar realmente de alguém.
Amor é dor que dói e não se sente, é o coração mais ardente.
É quando o coração sufoca o pulmão e sua respiração fica pesada. E então sua circulação desce toda para baixo e sobe circulando pelo corpo, desconcentrando a circulação do estomago e trazendo aquele vazio aquele nervosismo.
Sou poeta e realmente nunca aprendi a amar.
Deixo apenas que me amem, mas não sei amar de verdade.
Não sei perdoar de verdade.
Não sei lamentar de verdade.
Sei ser sínico, mas nenhuma dessas qualidades anteriores...
Acho que talvez, neste instante, poderia morrer. Pois já me arrependi de nascer, portanto me arrependi de viver. Sendo assim, de meus pecados acho que estou perdoado... por simplesmente ter me arrependido de viver, de pecar e de amar.
Talvez como espírito e expansão desse corpo que habito, seja melhor, eu já não sei.
Queria ao menos uma vez amar de verdade. Como dizia Charles Chaplin: amor não existe se não há dois seres que se amam.
As dores que aqui habitam já se misturam entre físicas e mentais.
Desaprendi a viver.